Manhã fria esta…de novo.
E no entanto, tanta coisa mudou.
O caminho…parece ter ficado mais curto agora.
A meta parece estar já ali…quase ao dobrar da esquina.
Voltaste. Ainda que parcialmente.
Venceste um medo…e vieste aos meus braços.
Coloquei-te de novo no meu altar.
Ali…parada…onde te posso ver e brindar com um sorriso sempre que desejar.
E por estes dias…decidi mudar.
Ir para junto de ti…para cada vez mais perto…até ao dia em que o tecto será o mesmo para os dois.
Esperança. Finalmente uma palavra que parece crescer em mim. Sim.
Mesmo sentindo que um dia seriamos um só…hoje acredito nisso.
E não tenho porque não acreditar.
Em mim…repousas desde o dia em que te vi.
Tomaste conta do meu corpo…da minha mente…do meu dia…da minha vida.
Hoje não sei o sabor de não te ter quando acordo.
Estás…lá…sempre.
E quero-te muito.
Todos os dias para o resto da minha vida.
___________________________
Embora…tenha medo.
Muito. Desejo virar a minha vida de pernas para o ar.
Encurtar o caminho que me leva até ti. E ao mesmo tempo…com receio de que…mais uma vez…me ponhas fora da tua vida.
E de repente…sinto que…não vai ser possível.
Desta vez…ao dar este passo…vais decidir. Vais optar.
E mais uma vez…talvez em definitivo…não vou ser eu a escolha.
Se assim for…amanhã ou depois…saberei.
Desta vez não à volta.
Desta vez…desapareces mesmo.
Eu mesmo te expulso do meu corpo
E não voltarás a ouvir-me de novo
quinta-feira, 15 de julho de 2010
# 18 . nov . 1909 #
Manhã fria esta.
Os vidros cobrem-se de um nevoeiro fosco. Os carros choram…as árvores banham-se…o chão um lençol húmido de coisa nenhuma.
Acordo sozinho como em tantos outros dias do passado.
Apenas contigo no pensamento como companhia.
Tenho ideia que te afastas…lentamente.
A cada dia que passa…mais distante…tornando-te apenas conceito.
Um pedaço do meu passado…que confesso querer esquecer.
Não quero guardar nada.
Nem uma vã recordação.
O sorriso…que me roubava o chão…o olhar que me baralhava os sentidos…o odor que me transportava para outra dimensão…nada.
Quero esquecer o que um dia foi nosso.
O que um dia partilhamos numa cumplicidade quase utópica e impossível de atingir de novo.
Nada.
___________________________________
E do nada tremo.
Invade-me uma estranha ansiedade…como se estes dias não tivessem existido.
E aterroriza-me o pensamento.
Temo que a Razão não se faça sentir…caindo de novo no canto da sereia…fazendo-me prisioneiro de novo.
Não sei. Como também não sei o que esperar de novo.
Mede cuidadosamente as palavras…pedindo perdão.
E nada tenho a perdoar. Nada.
O amor inclui a compreensão da vontade…do desejo…do trilho que queremos ou não seguir.
Reserva-me apenas o direito de não querer ouvir…estar…sentir.
Reserva-me apenas o direito de estar magoado…desiludido…não acreditar.
Reserva-me apenas o direito de querer esquecer.
Reserva-me apenas o direito de seguir o meu caminho sozinho…mesmo sendo injusto.
Mas uma injustiça com base na verdade…na resignação…no desistir de lutar.
Brinda-me o dia com um novo fôlego.
E é esse respirar que quero sentir todas as manhãs.
Os vidros cobrem-se de um nevoeiro fosco. Os carros choram…as árvores banham-se…o chão um lençol húmido de coisa nenhuma.
Acordo sozinho como em tantos outros dias do passado.
Apenas contigo no pensamento como companhia.
Tenho ideia que te afastas…lentamente.
A cada dia que passa…mais distante…tornando-te apenas conceito.
Um pedaço do meu passado…que confesso querer esquecer.
Não quero guardar nada.
Nem uma vã recordação.
O sorriso…que me roubava o chão…o olhar que me baralhava os sentidos…o odor que me transportava para outra dimensão…nada.
Quero esquecer o que um dia foi nosso.
O que um dia partilhamos numa cumplicidade quase utópica e impossível de atingir de novo.
Nada.
___________________________________
E do nada tremo.
Invade-me uma estranha ansiedade…como se estes dias não tivessem existido.
E aterroriza-me o pensamento.
Temo que a Razão não se faça sentir…caindo de novo no canto da sereia…fazendo-me prisioneiro de novo.
Não sei. Como também não sei o que esperar de novo.
Mede cuidadosamente as palavras…pedindo perdão.
E nada tenho a perdoar. Nada.
O amor inclui a compreensão da vontade…do desejo…do trilho que queremos ou não seguir.
Reserva-me apenas o direito de não querer ouvir…estar…sentir.
Reserva-me apenas o direito de estar magoado…desiludido…não acreditar.
Reserva-me apenas o direito de querer esquecer.
Reserva-me apenas o direito de seguir o meu caminho sozinho…mesmo sendo injusto.
Mas uma injustiça com base na verdade…na resignação…no desistir de lutar.
Brinda-me o dia com um novo fôlego.
E é esse respirar que quero sentir todas as manhãs.
# 17 . nov . 1909 #
E mais uma folha do calendário.
Mais um pedaço de palavra que morre.
Em silêncio…contra a vontade…pareço alimentar ainda o sonho que voltarás.
Eu…a frio…acredito que não.
Eu…a frio…espero que não.
Dói demasiado o que fizeste.
Entristece-me…desilude-me.
Não mereces o que sinto…penso eu.
E a cada dia que passa…acredito que não.
Não mereces.
De mim…dei tudo. Tudo mesmo.
Mais não podia dar.
E entramos num círculo vicioso.
Depois de uma fase boa…culminada numa noite de magia…seguia-se o princípio da quietude.
Depois o silêncio…a indiferença.
E tudo terminava com o comum e vulgar “adeus”…até que a tua vontade te fizesse voltar atrás.
E eu…de braços abertos…recebia-te…sempre.
Hoje…pergunto-me, se de facto, gostar não é tudo.
Hoje…entendo que não.
Podia lutar por ti, agora. Podia.
Mas não quero…nem vou.
Por vários motivos.
Não quero sentir a obrigação duma conversa circunstancial.
Não quero sentir a mesma indiferença…a mesma raiva…o mesmo ódio no teu tom de voz.
Mas principalmente…não quero lutar por alguém que não acredita em mim…não acredita que existe Amanhã…e não tem coragem de assumir ao mundo o que quer.
E luto para te esquecer…confesso.
Todos os segundos do meu dia.
Quero voltar a ser livre e voar na minha loucura.
E esse dia vai chegar.,
Mais tarde…ou mais cedo.
__________________________________________
E assim termina mais um dia.
Em silêncio…as palavras mudas dilaceram o corpo cansado.
Os muros…as barreiras quietas…erguem-se.
A fronteira do Adeus é já ali.
E a despedida…envolta em nevoeiro…cala-se no eco.
Como uma ferida que deixa de se sentir.
Mais um pedaço de palavra que morre.
Em silêncio…contra a vontade…pareço alimentar ainda o sonho que voltarás.
Eu…a frio…acredito que não.
Eu…a frio…espero que não.
Dói demasiado o que fizeste.
Entristece-me…desilude-me.
Não mereces o que sinto…penso eu.
E a cada dia que passa…acredito que não.
Não mereces.
De mim…dei tudo. Tudo mesmo.
Mais não podia dar.
E entramos num círculo vicioso.
Depois de uma fase boa…culminada numa noite de magia…seguia-se o princípio da quietude.
Depois o silêncio…a indiferença.
E tudo terminava com o comum e vulgar “adeus”…até que a tua vontade te fizesse voltar atrás.
E eu…de braços abertos…recebia-te…sempre.
Hoje…pergunto-me, se de facto, gostar não é tudo.
Hoje…entendo que não.
Podia lutar por ti, agora. Podia.
Mas não quero…nem vou.
Por vários motivos.
Não quero sentir a obrigação duma conversa circunstancial.
Não quero sentir a mesma indiferença…a mesma raiva…o mesmo ódio no teu tom de voz.
Mas principalmente…não quero lutar por alguém que não acredita em mim…não acredita que existe Amanhã…e não tem coragem de assumir ao mundo o que quer.
E luto para te esquecer…confesso.
Todos os segundos do meu dia.
Quero voltar a ser livre e voar na minha loucura.
E esse dia vai chegar.,
Mais tarde…ou mais cedo.
__________________________________________
E assim termina mais um dia.
Em silêncio…as palavras mudas dilaceram o corpo cansado.
Os muros…as barreiras quietas…erguem-se.
A fronteira do Adeus é já ali.
E a despedida…envolta em nevoeiro…cala-se no eco.
Como uma ferida que deixa de se sentir.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Palavras...antigas...II
E começo com um cliché…”A vida é um palco”.
Teatro.
E é aí que começa a entrega. Entre as cinzas das palavras que adormecem no chão do céu, já dizia o poeta…”finge..mas sem fingimento”.
Viajam pelos olhos das vossas personagens e escutam o Tempo na palavra.
Contam segredos….sussurram histórias sobre mundos perdidos.
Enjeitam sonhos.
E mostram-se. Dançam em torno de um texto…confessam-se a um público.
E aleatoriamente...cantam numa fotografia ao acaso.
E esperamos de vocês, homens e mulheres do teatro, que nos peguem pela mão e nos levem numa viagem guiada ao que de mais profundo temos em nós.
Esperamos que nos deixem embevecer nas palavras..como um ópio dactilográfico tomado numa manhã de um dia de Verão qualquer.
Esperamos de vocês que nos ajudem a interpretar um mundo de loucos...sem nos questionarmos sem enlouquecer.
E esperem pelo aplauso. A seiva que vos mantém vivos ou um leito que anormalmente corre do mar.
Parabéns por fazer parte do nosso imaginário.
E espero por vocês para mais uma história…um dia como outro qualquer.
Obrigado.
neBralsKy
Teatro.
E é aí que começa a entrega. Entre as cinzas das palavras que adormecem no chão do céu, já dizia o poeta…”finge..mas sem fingimento”.
Viajam pelos olhos das vossas personagens e escutam o Tempo na palavra.
Contam segredos….sussurram histórias sobre mundos perdidos.
Enjeitam sonhos.
E mostram-se. Dançam em torno de um texto…confessam-se a um público.
E aleatoriamente...cantam numa fotografia ao acaso.
E esperamos de vocês, homens e mulheres do teatro, que nos peguem pela mão e nos levem numa viagem guiada ao que de mais profundo temos em nós.
Esperamos que nos deixem embevecer nas palavras..como um ópio dactilográfico tomado numa manhã de um dia de Verão qualquer.
Esperamos de vocês que nos ajudem a interpretar um mundo de loucos...sem nos questionarmos sem enlouquecer.
E esperem pelo aplauso. A seiva que vos mantém vivos ou um leito que anormalmente corre do mar.
Parabéns por fazer parte do nosso imaginário.
E espero por vocês para mais uma história…um dia como outro qualquer.
Obrigado.
neBralsKy
Palavras...antigas...I
Ainda não descobri bem o porquê de estar aqui sentado a escrever.
As mãos caminham soltas....ganham vida e criam palavras.
E no entanto tudo são máscaras. São gente. São nada.
Nada para além do nada, nas cabeças onde o nada existe.
O mundo é apenas um cenário louco...intenso...e efémero.
O cenário de uma intensa e perfeita magia.
É a fronteira mágica que nos une.
O rio que nos molha as mãos de sorrisos quando nele vemos os momentos que restou da intensidade, da loucura e do silêncio.
E um mundo de sabores e sensações esconde-se no virar de cada esquina da cidade.
Sempre com novas histórias.
Num novo formato.
neBralsKy
As mãos caminham soltas....ganham vida e criam palavras.
E no entanto tudo são máscaras. São gente. São nada.
Nada para além do nada, nas cabeças onde o nada existe.
O mundo é apenas um cenário louco...intenso...e efémero.
O cenário de uma intensa e perfeita magia.
É a fronteira mágica que nos une.
O rio que nos molha as mãos de sorrisos quando nele vemos os momentos que restou da intensidade, da loucura e do silêncio.
E um mundo de sabores e sensações esconde-se no virar de cada esquina da cidade.
Sempre com novas histórias.
Num novo formato.
neBralsKy
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Pensemos sobre...
O telemóvel…esse flagelo da sociedade contemporânea.
Amado por uns, odiado por outros, peça de vestuário ou adorno, somos obrigados a aceitar a sua
presença como aquele nosso familiar que achamos um chato mas sempre convidado para as festas
familiares…
Vivemos, de facto, numa sociedade telemóvel-dependente. Não saímos de casa sem ele. E se nos
falta, o mundo pára…desmorona aos nossos pés…sentimo-nos despidos…sem rumo…alvo de troça de
cada transeunte que por nós passa.
Naquele autêntico canivete suíço da tecnologia (ele é processador de texto, agenda, lista telefónica,
máquina fotográfica, computador, etc., etc.,) temos a nossa vida. Podemos encontrar relatos de
viagens, números de pessoas que não fazemos ideia de quem são, lembretes de aniversários de
pessoas que não vimos seguramente há um bom par de anos, senhas de acesso às nossas contas
bancárias, de e-mails…tanta mas tanta tralha que teríamos que andar com uma parafernália de
quinquilharia para ter o mesmo nível de arrumação.
E depois, com o passar do tempo, o telemóvel passou a ser o veículo principal de encontro social. Se
proliferava na internet as salas de conversação (chat), nada como as operadoras apresentarem essa
mesma possibilidade…no telemóvel! Assim, a doença mensagem de texto (sms) encontrou um
antídoto à altura e a petizada passou a escrever ainda pior do que o que falava!
Promovendo este fenómeno de vida social virtual, hoje, somos confrontados com a célebre frase
“depois manda-me uma sms”. O que aconteceu ao telefone fixo? É careta? Cota? O que aconteceu à
marcação de encontros no encontro anterior?! À carta? Ao telegrama?
A sociedade evoluiu…sim. Para um nível anti-social, escondido atrás de programas de conversação
on-line, debatendo-se e discutindo por…sms.
Vemo-nos rodeados por gente que vive dependurada no telemóvel, evitando expor-se…assumirse…
mostrar-se. Recolhidos num medo atroz de nada saber dizer, as palavras escritas hoje vivem
numa mutação tal que Camões ou Fernando Pessoa devem contorce-se de raiva no túmulo.
A sociedade está mais aberta sim…mais dinâmica…mais actual.
Está, de facto, mais esclarecida tecnologicamente e poucos (raríssimos) devem ainda resistir a esta
enciclopédia de geringonças.
De facto o telemóvel aproximou-nos de tudo. E de todos.
Mas…não estaremos a entrar num terreno arenoso e a caminhar para que a máquina domine o
Homem e não o contrário? Já reparam no pânico em que ficamos…se…o nosso animal de estimação
tecnológico fica sem bateria…ou saldo para fazer uma chamada? Pois.
Bem me pareceu.
Amado por uns, odiado por outros, peça de vestuário ou adorno, somos obrigados a aceitar a sua
presença como aquele nosso familiar que achamos um chato mas sempre convidado para as festas
familiares…
Vivemos, de facto, numa sociedade telemóvel-dependente. Não saímos de casa sem ele. E se nos
falta, o mundo pára…desmorona aos nossos pés…sentimo-nos despidos…sem rumo…alvo de troça de
cada transeunte que por nós passa.
Naquele autêntico canivete suíço da tecnologia (ele é processador de texto, agenda, lista telefónica,
máquina fotográfica, computador, etc., etc.,) temos a nossa vida. Podemos encontrar relatos de
viagens, números de pessoas que não fazemos ideia de quem são, lembretes de aniversários de
pessoas que não vimos seguramente há um bom par de anos, senhas de acesso às nossas contas
bancárias, de e-mails…tanta mas tanta tralha que teríamos que andar com uma parafernália de
quinquilharia para ter o mesmo nível de arrumação.
E depois, com o passar do tempo, o telemóvel passou a ser o veículo principal de encontro social. Se
proliferava na internet as salas de conversação (chat), nada como as operadoras apresentarem essa
mesma possibilidade…no telemóvel! Assim, a doença mensagem de texto (sms) encontrou um
antídoto à altura e a petizada passou a escrever ainda pior do que o que falava!
Promovendo este fenómeno de vida social virtual, hoje, somos confrontados com a célebre frase
“depois manda-me uma sms”. O que aconteceu ao telefone fixo? É careta? Cota? O que aconteceu à
marcação de encontros no encontro anterior?! À carta? Ao telegrama?
A sociedade evoluiu…sim. Para um nível anti-social, escondido atrás de programas de conversação
on-line, debatendo-se e discutindo por…sms.
Vemo-nos rodeados por gente que vive dependurada no telemóvel, evitando expor-se…assumirse…
mostrar-se. Recolhidos num medo atroz de nada saber dizer, as palavras escritas hoje vivem
numa mutação tal que Camões ou Fernando Pessoa devem contorce-se de raiva no túmulo.
A sociedade está mais aberta sim…mais dinâmica…mais actual.
Está, de facto, mais esclarecida tecnologicamente e poucos (raríssimos) devem ainda resistir a esta
enciclopédia de geringonças.
De facto o telemóvel aproximou-nos de tudo. E de todos.
Mas…não estaremos a entrar num terreno arenoso e a caminhar para que a máquina domine o
Homem e não o contrário? Já reparam no pânico em que ficamos…se…o nosso animal de estimação
tecnológico fica sem bateria…ou saldo para fazer uma chamada? Pois.
Bem me pareceu.
Pensemos sobre...
Crescemos numa era pós-revolução industrial, com o mundo aos nossos pés e ao alcance dos dedos.
Para qualquer lado que dirigimos a cabeça, facilmente podemos perceber a sociedade em que vivemos. Faixas publicitárias a vestir os prédios, carros topo de gama esbaforidos rua abaixo, casas e hotéis luxuosos de várias cores rua acima, casas robotizadas, televisão, internet, etc.
Diariamente somos bombardeados com novas maquinetas, novas invenções, criadas com o único propósito de desculpabilizar um dos 7 pecados capitais do ser humano: a preguiça.
E sem darmos por isso, o nosso quotidiano acomoda-se à insensatez do conformismo. A cada dia que passa, estas mesmas maquinetas em exposição constante no stand televisivo dos intervalos entediantes da nossa televisão, vão ganhando terreno, controlando o nosso subconsciente consumista compulsivamente como se fosse uma droga qualquer.
Hoje percebemos o inicio desta insanidade comunista. Hoje, dou por mim a pensar o caminho que nos trouxe até aqui. Os avanços e recuos cujo objectivo era apenas a produção em série, ajustando a realidade como a conhecíamos e como a gostaríamos de conhecer.
Ao mesmo tempo, percebemos que a Revolução Industrial foi mais do que este caminho selvagem para o consumismo. Criou, também, métodos, objectivos produtivos, evolução tecnológica, regras e conceitos de segurança.
Criou a doença e a cura.
Desafiou-se a si mesma, preocupando-se aos poucos com o que a fazia mover. O ser humano, na sua mais intrínseca essência. Cresceu e depois de uma adolescência atribulada, a idade adulta trouxe maturidade, equilíbrio, sensatez e uma evolução sustentada.
Politicas de segurança foram criadas para o nosso bem-estar, desculpabilizando, assim, o egocentrismo do Homem, o desejo interminável pelo consumismo e, por mais ridículo e despropositado que possa parecer, pela infindável capacidade de sonhar.
Para qualquer lado que dirigimos a cabeça, facilmente podemos perceber a sociedade em que vivemos. Faixas publicitárias a vestir os prédios, carros topo de gama esbaforidos rua abaixo, casas e hotéis luxuosos de várias cores rua acima, casas robotizadas, televisão, internet, etc.
Diariamente somos bombardeados com novas maquinetas, novas invenções, criadas com o único propósito de desculpabilizar um dos 7 pecados capitais do ser humano: a preguiça.
E sem darmos por isso, o nosso quotidiano acomoda-se à insensatez do conformismo. A cada dia que passa, estas mesmas maquinetas em exposição constante no stand televisivo dos intervalos entediantes da nossa televisão, vão ganhando terreno, controlando o nosso subconsciente consumista compulsivamente como se fosse uma droga qualquer.
Hoje percebemos o inicio desta insanidade comunista. Hoje, dou por mim a pensar o caminho que nos trouxe até aqui. Os avanços e recuos cujo objectivo era apenas a produção em série, ajustando a realidade como a conhecíamos e como a gostaríamos de conhecer.
Ao mesmo tempo, percebemos que a Revolução Industrial foi mais do que este caminho selvagem para o consumismo. Criou, também, métodos, objectivos produtivos, evolução tecnológica, regras e conceitos de segurança.
Criou a doença e a cura.
Desafiou-se a si mesma, preocupando-se aos poucos com o que a fazia mover. O ser humano, na sua mais intrínseca essência. Cresceu e depois de uma adolescência atribulada, a idade adulta trouxe maturidade, equilíbrio, sensatez e uma evolução sustentada.
Politicas de segurança foram criadas para o nosso bem-estar, desculpabilizando, assim, o egocentrismo do Homem, o desejo interminável pelo consumismo e, por mais ridículo e despropositado que possa parecer, pela infindável capacidade de sonhar.
Pensemos sobre...
O ritmo frenético dos nossos dias trai a nossa visão dos factos e faz-nos abstrair do que nos rodeia. De repente, no único trajecto diário que conhecemos (casa/trabalho/casa) reparamos num edifício quase construído do outro lado da estrada num parvo “Ui…! Como é que isto veio aqui parar?!”, admirados com a nossa estupenda visão periférica.
Mas não ficamos por aqui.
Embrutecidos pelo crédito da casa, do carro, da viagem de férias, etc., levamos a vida a olhar para o nosso umbigo, ansiosamente refastelados no sofá lá de casa. Distraídos pelo mundo, monopolizando o controlo remoto num zapping estonteante, num desporto de levar os nervos ao pico dos restantes cúmplices do nosso agregado familiar.
De repente, paramos por um segundo na viagem de regresso a casa, depois de um stressante e entediante dia no escritório, e olhamos em redor. E sem darmos por isso, somos meros espectadores da nossa própria vida, parte de uma obra bem maior que a nossa pequenez egoísta.
Percebemos que enquanto ansiamos pelo nosso trono da sala, outros percorrem as ruas na sombra das entradas das lojas. Enquanto assistimos ao nosso programa favorito degustando um qualquer mimo gastronómico, outros basculham o lixo em busca do mais pequeno pedaço de comida que consiga enganar a própria boca. Enquanto brincamos às etnias em folia carnavalesca, outros carregam vivem nessas máscaras uma vida, lutando apenas para que os vejamos como iguais.
Hoje aprendemos a olharmo-nos ao espelho. E, principalmente, a ver aquilo que os nossos olhos escondem na maior parte das vezes. Umas por repulsa. Outras por conveniência. E talvez a mais importante delas todas, por medo.
Adormecidos em camas pedra-mármore, embrulhados em edredões de papelão dum qualquer electrodoméstico, vemos iguais abandonados pelos seus ou sem eles, perdidos, sem qualquer sentido a seguir ou direcção a tomar. Vemos licenciados, indiferenciados, quadros médios ou analfabetos, apenas tendo como tecto o universo.
São gente da minha terra, moribundos num jazigo nómada.
E receamos o dia do Amanhã, de ver nos olhos de alguém conhecido a mesma imagem que tanto nos repulsa ou que, convenientemente, ignoramos.
A globalização ou a crise. A economia ou a sociedade. Mitos urbanos que, alternadamente, vão servindo de desculpa ou razão para a justificação da fraqueza humana.
Hoje percebemos que os nossos horizontes são bem maiores do que aqueles que a nossa vista alcança e que a humanidade e a cidadania deveria ser bem mais que apenas conceito.
Começa com um pequeno gesto todos os dias.
Um pequeno momento mágico num circo cada vez maior que é a nossa vida.
Mas não ficamos por aqui.
Embrutecidos pelo crédito da casa, do carro, da viagem de férias, etc., levamos a vida a olhar para o nosso umbigo, ansiosamente refastelados no sofá lá de casa. Distraídos pelo mundo, monopolizando o controlo remoto num zapping estonteante, num desporto de levar os nervos ao pico dos restantes cúmplices do nosso agregado familiar.
De repente, paramos por um segundo na viagem de regresso a casa, depois de um stressante e entediante dia no escritório, e olhamos em redor. E sem darmos por isso, somos meros espectadores da nossa própria vida, parte de uma obra bem maior que a nossa pequenez egoísta.
Percebemos que enquanto ansiamos pelo nosso trono da sala, outros percorrem as ruas na sombra das entradas das lojas. Enquanto assistimos ao nosso programa favorito degustando um qualquer mimo gastronómico, outros basculham o lixo em busca do mais pequeno pedaço de comida que consiga enganar a própria boca. Enquanto brincamos às etnias em folia carnavalesca, outros carregam vivem nessas máscaras uma vida, lutando apenas para que os vejamos como iguais.
Hoje aprendemos a olharmo-nos ao espelho. E, principalmente, a ver aquilo que os nossos olhos escondem na maior parte das vezes. Umas por repulsa. Outras por conveniência. E talvez a mais importante delas todas, por medo.
Adormecidos em camas pedra-mármore, embrulhados em edredões de papelão dum qualquer electrodoméstico, vemos iguais abandonados pelos seus ou sem eles, perdidos, sem qualquer sentido a seguir ou direcção a tomar. Vemos licenciados, indiferenciados, quadros médios ou analfabetos, apenas tendo como tecto o universo.
São gente da minha terra, moribundos num jazigo nómada.
E receamos o dia do Amanhã, de ver nos olhos de alguém conhecido a mesma imagem que tanto nos repulsa ou que, convenientemente, ignoramos.
A globalização ou a crise. A economia ou a sociedade. Mitos urbanos que, alternadamente, vão servindo de desculpa ou razão para a justificação da fraqueza humana.
Hoje percebemos que os nossos horizontes são bem maiores do que aqueles que a nossa vista alcança e que a humanidade e a cidadania deveria ser bem mais que apenas conceito.
Começa com um pequeno gesto todos os dias.
Um pequeno momento mágico num circo cada vez maior que é a nossa vida.
Pensemos sobre....
Num estado de livre arbítrio somos a voz que nos encerra.
Vivemos uma sociedade livre…de respeito que deveria ser mútuo…num universo cada vez mais pequeno.
Somos a voz da nossa própria liberdade…vitimas da nossa própria vontade.
Devotos e pecadores, egoístas ou altruístas, complexados ou extrovertidos, somos todos parte de um todo que é o mundo. Nele respiramos e respeitamos a sua vontade.
Entretanto, nem todos caminhamos pela mesma estrada. Com os comportamentos desviantes, a sociedade encarrega-se de os conduzir para os lugares certos.
Regendo-se por códigos de conduta vinculados em cada Constituição, em cada sociedade civil encontramos formas diferentes de abordar as questões.
Em sociedades quer ditas desenvolvidas ou não, encontramos a pena de morte.
Levantamo-nos a questão sobre a nossa autoridade para tirar a vida a outro alguém. Numa discussão mais introspectiva, a resposta mais frequente será não.
Nesse momento, coloco de novo outra discussão em fórum. E que autoridade tem alguém que tira a vida a outro alguém apenas porque está doente…psicologicamente desequilibrado…por motivos passionais ou apenas porque está no local errado à hora errada?
Talvez neste momento…paramos para pensar.
E lançando ainda mais a revolta…e se formos nós a vitima? Gostaríamos de ter a oportunidade de pagar na mesma moeda ao nosso agressor? De o fazer sentir a ausência de coisa nenhuma, a aridez de sensações, o deserto de emoções, o vazio da própria existência?
Penso que a resposta mais cabal e maioritária talvez seja o sim.
Mas, a questão não se coloca nos moldes da usurpação da vida de um semelhante.
Crimes hediondos como a pedofilia ou violação? Que castigos deveriam ter os seus autores?
Eu, comum mortal me confesso.
Vivemos numa sociedade livre, onde nos manifestamos, crescemos e vivemos.
Para bem do equilíbrio, raptar os autores destes desvios à sociedade civil e enclausura-los num edifício pode não ser a melhor solução.
E, num ataque de humanidade, não devemos nós ter uma oportunidade de nos redimirmos do que fizemos mal? Sim, devemos.
E na reincidência do mesmo acto, talvez o melhor seja eliminar o mal pela raiz. Como fazemos com as ervas daninhas que nos destroem o relvado saudável.
Acredito que não todos. Alguns exemplos talvez bastem para que nós, comuns mortais, tenhamos mais respeito pela liberdade dos outros.
Vivemos uma sociedade livre…de respeito que deveria ser mútuo…num universo cada vez mais pequeno.
Somos a voz da nossa própria liberdade…vitimas da nossa própria vontade.
Devotos e pecadores, egoístas ou altruístas, complexados ou extrovertidos, somos todos parte de um todo que é o mundo. Nele respiramos e respeitamos a sua vontade.
Entretanto, nem todos caminhamos pela mesma estrada. Com os comportamentos desviantes, a sociedade encarrega-se de os conduzir para os lugares certos.
Regendo-se por códigos de conduta vinculados em cada Constituição, em cada sociedade civil encontramos formas diferentes de abordar as questões.
Em sociedades quer ditas desenvolvidas ou não, encontramos a pena de morte.
Levantamo-nos a questão sobre a nossa autoridade para tirar a vida a outro alguém. Numa discussão mais introspectiva, a resposta mais frequente será não.
Nesse momento, coloco de novo outra discussão em fórum. E que autoridade tem alguém que tira a vida a outro alguém apenas porque está doente…psicologicamente desequilibrado…por motivos passionais ou apenas porque está no local errado à hora errada?
Talvez neste momento…paramos para pensar.
E lançando ainda mais a revolta…e se formos nós a vitima? Gostaríamos de ter a oportunidade de pagar na mesma moeda ao nosso agressor? De o fazer sentir a ausência de coisa nenhuma, a aridez de sensações, o deserto de emoções, o vazio da própria existência?
Penso que a resposta mais cabal e maioritária talvez seja o sim.
Mas, a questão não se coloca nos moldes da usurpação da vida de um semelhante.
Crimes hediondos como a pedofilia ou violação? Que castigos deveriam ter os seus autores?
Eu, comum mortal me confesso.
Vivemos numa sociedade livre, onde nos manifestamos, crescemos e vivemos.
Para bem do equilíbrio, raptar os autores destes desvios à sociedade civil e enclausura-los num edifício pode não ser a melhor solução.
E, num ataque de humanidade, não devemos nós ter uma oportunidade de nos redimirmos do que fizemos mal? Sim, devemos.
E na reincidência do mesmo acto, talvez o melhor seja eliminar o mal pela raiz. Como fazemos com as ervas daninhas que nos destroem o relvado saudável.
Acredito que não todos. Alguns exemplos talvez bastem para que nós, comuns mortais, tenhamos mais respeito pela liberdade dos outros.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
# 11 . nov. 1909 #
Sala vazia.
Desconhecidos rodopiando de um lado para o outro. Eis-me sentado.
A minha vez espreita depois de mais um nome que nada me diz.
E mais um dia de silêncio.
Pergunto-me se perguntas por mim.
Se te lembras de me ver sorrir…se lembras o que fizemos juntos.
E sinceramente não sei. Não sei mesmo.
Estou por aqui…à deriva…desejando encalhar em lado nenhum.
Mais um nome…mais uma oportunidade que se esgota.
12H11 agora. E cinco minutos depois ainda no mesmo lugar…repetindo as últimas três horas.
Nada muda. Nada parece querer mudar.
Daqui…sigo para outro qualquer lado.
Aí…onde ninguém continua à minha espera…em silêncio…sem nada para dizer.
De novo penso em ti.
Sem te recordar…espero-te bem. A lutar por ser feliz.
Sei…ou acredito…que o serias comigo.
Sei…ou acredito…que te faria ria todas as manhãs…com um beijo de bons dias às escondidas…à espera que o final do dia me recompensasse com o teu abraço.
Sei…ou acredito nisso.
Porém…pareces não pensar da mesma forma.
E não te condeno por isso. Não…nem posso.
Somos o resultado das opções que tomamos.
Das experiências que temos…e finalmente a obra acabado do que sentimos.
Sem isso…não somos nada.
Somos um saco vazio…que não leva nada para lado nenhum.
Somos um livro de páginas em branco…uma paisagem sem nada para ver.
E somos tudo…quando sentimos…experienciamos…vivemos!
Somos uma história…quando temos alguém a quem a contar.
Sem ela…somos personagens num monólogo sem assistência…num teatro habitado por fantasmas em fotografias.
E chamamos-lhe…fábula. Somos assim.
Passamos a vida numa busca incessante por um público…e desaba o mundo quando o perdemos. Irónico não?
12H25. O Tempo esquece-se de me chamar. Não tem importância…tenho Tempo…para preencher uma vida que se esgota no teu silêncio.
E porque não sais da minha cabeça?
Não quero pensar em ti. Sai…peço-te. Segue o teu caminho e deixa-me.
Leva a tua presença em mim para junto de ti. Leva.
E devolve a parte de mim que levaste quando partiste.
Devolve-me o sorriso…a minha paz…a minha essência.
Vivo hoje na sombra do que me fizeste sentir um dia.
E não sei o que pensar que já não o tenha feito.
Volto sempre às mesmas questões…todas a começar por…porquê.
Gostava de saber de ti.
Se estás bem… feliz…se pensas em mim.
Talvez não…talvez sim.
Deixa. Segue o teu caminho.
Desconhecidos rodopiando de um lado para o outro. Eis-me sentado.
A minha vez espreita depois de mais um nome que nada me diz.
E mais um dia de silêncio.
Pergunto-me se perguntas por mim.
Se te lembras de me ver sorrir…se lembras o que fizemos juntos.
E sinceramente não sei. Não sei mesmo.
Estou por aqui…à deriva…desejando encalhar em lado nenhum.
Mais um nome…mais uma oportunidade que se esgota.
12H11 agora. E cinco minutos depois ainda no mesmo lugar…repetindo as últimas três horas.
Nada muda. Nada parece querer mudar.
Daqui…sigo para outro qualquer lado.
Aí…onde ninguém continua à minha espera…em silêncio…sem nada para dizer.
De novo penso em ti.
Sem te recordar…espero-te bem. A lutar por ser feliz.
Sei…ou acredito…que o serias comigo.
Sei…ou acredito…que te faria ria todas as manhãs…com um beijo de bons dias às escondidas…à espera que o final do dia me recompensasse com o teu abraço.
Sei…ou acredito nisso.
Porém…pareces não pensar da mesma forma.
E não te condeno por isso. Não…nem posso.
Somos o resultado das opções que tomamos.
Das experiências que temos…e finalmente a obra acabado do que sentimos.
Sem isso…não somos nada.
Somos um saco vazio…que não leva nada para lado nenhum.
Somos um livro de páginas em branco…uma paisagem sem nada para ver.
E somos tudo…quando sentimos…experienciamos…vivemos!
Somos uma história…quando temos alguém a quem a contar.
Sem ela…somos personagens num monólogo sem assistência…num teatro habitado por fantasmas em fotografias.
E chamamos-lhe…fábula. Somos assim.
Passamos a vida numa busca incessante por um público…e desaba o mundo quando o perdemos. Irónico não?
12H25. O Tempo esquece-se de me chamar. Não tem importância…tenho Tempo…para preencher uma vida que se esgota no teu silêncio.
E porque não sais da minha cabeça?
Não quero pensar em ti. Sai…peço-te. Segue o teu caminho e deixa-me.
Leva a tua presença em mim para junto de ti. Leva.
E devolve a parte de mim que levaste quando partiste.
Devolve-me o sorriso…a minha paz…a minha essência.
Vivo hoje na sombra do que me fizeste sentir um dia.
E não sei o que pensar que já não o tenha feito.
Volto sempre às mesmas questões…todas a começar por…porquê.
Gostava de saber de ti.
Se estás bem… feliz…se pensas em mim.
Talvez não…talvez sim.
Deixa. Segue o teu caminho.
Subscrever:
Comentários (Atom)