quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pensemos sobre....

Num estado de livre arbítrio somos a voz que nos encerra.
Vivemos uma sociedade livre…de respeito que deveria ser mútuo…num universo cada vez mais pequeno.
Somos a voz da nossa própria liberdade…vitimas da nossa própria vontade.
Devotos e pecadores, egoístas ou altruístas, complexados ou extrovertidos, somos todos parte de um todo que é o mundo. Nele respiramos e respeitamos a sua vontade.
Entretanto, nem todos caminhamos pela mesma estrada. Com os comportamentos desviantes, a sociedade encarrega-se de os conduzir para os lugares certos.
Regendo-se por códigos de conduta vinculados em cada Constituição, em cada sociedade civil encontramos formas diferentes de abordar as questões.
Em sociedades quer ditas desenvolvidas ou não, encontramos a pena de morte.
Levantamo-nos a questão sobre a nossa autoridade para tirar a vida a outro alguém. Numa discussão mais introspectiva, a resposta mais frequente será não.
Nesse momento, coloco de novo outra discussão em fórum. E que autoridade tem alguém que tira a vida a outro alguém apenas porque está doente…psicologicamente desequilibrado…por motivos passionais ou apenas porque está no local errado à hora errada?
Talvez neste momento…paramos para pensar.
E lançando ainda mais a revolta…e se formos nós a vitima? Gostaríamos de ter a oportunidade de pagar na mesma moeda ao nosso agressor? De o fazer sentir a ausência de coisa nenhuma, a aridez de sensações, o deserto de emoções, o vazio da própria existência?
Penso que a resposta mais cabal e maioritária talvez seja o sim.
Mas, a questão não se coloca nos moldes da usurpação da vida de um semelhante.
Crimes hediondos como a pedofilia ou violação? Que castigos deveriam ter os seus autores?
Eu, comum mortal me confesso.
Vivemos numa sociedade livre, onde nos manifestamos, crescemos e vivemos.
Para bem do equilíbrio, raptar os autores destes desvios à sociedade civil e enclausura-los num edifício pode não ser a melhor solução.
E, num ataque de humanidade, não devemos nós ter uma oportunidade de nos redimirmos do que fizemos mal? Sim, devemos.
E na reincidência do mesmo acto, talvez o melhor seja eliminar o mal pela raiz. Como fazemos com as ervas daninhas que nos destroem o relvado saudável.
Acredito que não todos. Alguns exemplos talvez bastem para que nós, comuns mortais, tenhamos mais respeito pela liberdade dos outros.

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