Crescemos numa era pós-revolução industrial, com o mundo aos nossos pés e ao alcance dos dedos.
Para qualquer lado que dirigimos a cabeça, facilmente podemos perceber a sociedade em que vivemos. Faixas publicitárias a vestir os prédios, carros topo de gama esbaforidos rua abaixo, casas e hotéis luxuosos de várias cores rua acima, casas robotizadas, televisão, internet, etc.
Diariamente somos bombardeados com novas maquinetas, novas invenções, criadas com o único propósito de desculpabilizar um dos 7 pecados capitais do ser humano: a preguiça.
E sem darmos por isso, o nosso quotidiano acomoda-se à insensatez do conformismo. A cada dia que passa, estas mesmas maquinetas em exposição constante no stand televisivo dos intervalos entediantes da nossa televisão, vão ganhando terreno, controlando o nosso subconsciente consumista compulsivamente como se fosse uma droga qualquer.
Hoje percebemos o inicio desta insanidade comunista. Hoje, dou por mim a pensar o caminho que nos trouxe até aqui. Os avanços e recuos cujo objectivo era apenas a produção em série, ajustando a realidade como a conhecíamos e como a gostaríamos de conhecer.
Ao mesmo tempo, percebemos que a Revolução Industrial foi mais do que este caminho selvagem para o consumismo. Criou, também, métodos, objectivos produtivos, evolução tecnológica, regras e conceitos de segurança.
Criou a doença e a cura.
Desafiou-se a si mesma, preocupando-se aos poucos com o que a fazia mover. O ser humano, na sua mais intrínseca essência. Cresceu e depois de uma adolescência atribulada, a idade adulta trouxe maturidade, equilíbrio, sensatez e uma evolução sustentada.
Politicas de segurança foram criadas para o nosso bem-estar, desculpabilizando, assim, o egocentrismo do Homem, o desejo interminável pelo consumismo e, por mais ridículo e despropositado que possa parecer, pela infindável capacidade de sonhar.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
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