Sala vazia.
Desconhecidos rodopiando de um lado para o outro. Eis-me sentado.
A minha vez espreita depois de mais um nome que nada me diz.
E mais um dia de silêncio.
Pergunto-me se perguntas por mim.
Se te lembras de me ver sorrir…se lembras o que fizemos juntos.
E sinceramente não sei. Não sei mesmo.
Estou por aqui…à deriva…desejando encalhar em lado nenhum.
Mais um nome…mais uma oportunidade que se esgota.
12H11 agora. E cinco minutos depois ainda no mesmo lugar…repetindo as últimas três horas.
Nada muda. Nada parece querer mudar.
Daqui…sigo para outro qualquer lado.
Aí…onde ninguém continua à minha espera…em silêncio…sem nada para dizer.
De novo penso em ti.
Sem te recordar…espero-te bem. A lutar por ser feliz.
Sei…ou acredito…que o serias comigo.
Sei…ou acredito…que te faria ria todas as manhãs…com um beijo de bons dias às escondidas…à espera que o final do dia me recompensasse com o teu abraço.
Sei…ou acredito nisso.
Porém…pareces não pensar da mesma forma.
E não te condeno por isso. Não…nem posso.
Somos o resultado das opções que tomamos.
Das experiências que temos…e finalmente a obra acabado do que sentimos.
Sem isso…não somos nada.
Somos um saco vazio…que não leva nada para lado nenhum.
Somos um livro de páginas em branco…uma paisagem sem nada para ver.
E somos tudo…quando sentimos…experienciamos…vivemos!
Somos uma história…quando temos alguém a quem a contar.
Sem ela…somos personagens num monólogo sem assistência…num teatro habitado por fantasmas em fotografias.
E chamamos-lhe…fábula. Somos assim.
Passamos a vida numa busca incessante por um público…e desaba o mundo quando o perdemos. Irónico não?
12H25. O Tempo esquece-se de me chamar. Não tem importância…tenho Tempo…para preencher uma vida que se esgota no teu silêncio.
E porque não sais da minha cabeça?
Não quero pensar em ti. Sai…peço-te. Segue o teu caminho e deixa-me.
Leva a tua presença em mim para junto de ti. Leva.
E devolve a parte de mim que levaste quando partiste.
Devolve-me o sorriso…a minha paz…a minha essência.
Vivo hoje na sombra do que me fizeste sentir um dia.
E não sei o que pensar que já não o tenha feito.
Volto sempre às mesmas questões…todas a começar por…porquê.
Gostava de saber de ti.
Se estás bem… feliz…se pensas em mim.
Talvez não…talvez sim.
Deixa. Segue o teu caminho.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
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