Manhã fria esta…de novo.
E no entanto, tanta coisa mudou.
O caminho…parece ter ficado mais curto agora.
A meta parece estar já ali…quase ao dobrar da esquina.
Voltaste. Ainda que parcialmente.
Venceste um medo…e vieste aos meus braços.
Coloquei-te de novo no meu altar.
Ali…parada…onde te posso ver e brindar com um sorriso sempre que desejar.
E por estes dias…decidi mudar.
Ir para junto de ti…para cada vez mais perto…até ao dia em que o tecto será o mesmo para os dois.
Esperança. Finalmente uma palavra que parece crescer em mim. Sim.
Mesmo sentindo que um dia seriamos um só…hoje acredito nisso.
E não tenho porque não acreditar.
Em mim…repousas desde o dia em que te vi.
Tomaste conta do meu corpo…da minha mente…do meu dia…da minha vida.
Hoje não sei o sabor de não te ter quando acordo.
Estás…lá…sempre.
E quero-te muito.
Todos os dias para o resto da minha vida.
___________________________
Embora…tenha medo.
Muito. Desejo virar a minha vida de pernas para o ar.
Encurtar o caminho que me leva até ti. E ao mesmo tempo…com receio de que…mais uma vez…me ponhas fora da tua vida.
E de repente…sinto que…não vai ser possível.
Desta vez…ao dar este passo…vais decidir. Vais optar.
E mais uma vez…talvez em definitivo…não vou ser eu a escolha.
Se assim for…amanhã ou depois…saberei.
Desta vez não à volta.
Desta vez…desapareces mesmo.
Eu mesmo te expulso do meu corpo
E não voltarás a ouvir-me de novo
quinta-feira, 15 de julho de 2010
# 18 . nov . 1909 #
Manhã fria esta.
Os vidros cobrem-se de um nevoeiro fosco. Os carros choram…as árvores banham-se…o chão um lençol húmido de coisa nenhuma.
Acordo sozinho como em tantos outros dias do passado.
Apenas contigo no pensamento como companhia.
Tenho ideia que te afastas…lentamente.
A cada dia que passa…mais distante…tornando-te apenas conceito.
Um pedaço do meu passado…que confesso querer esquecer.
Não quero guardar nada.
Nem uma vã recordação.
O sorriso…que me roubava o chão…o olhar que me baralhava os sentidos…o odor que me transportava para outra dimensão…nada.
Quero esquecer o que um dia foi nosso.
O que um dia partilhamos numa cumplicidade quase utópica e impossível de atingir de novo.
Nada.
___________________________________
E do nada tremo.
Invade-me uma estranha ansiedade…como se estes dias não tivessem existido.
E aterroriza-me o pensamento.
Temo que a Razão não se faça sentir…caindo de novo no canto da sereia…fazendo-me prisioneiro de novo.
Não sei. Como também não sei o que esperar de novo.
Mede cuidadosamente as palavras…pedindo perdão.
E nada tenho a perdoar. Nada.
O amor inclui a compreensão da vontade…do desejo…do trilho que queremos ou não seguir.
Reserva-me apenas o direito de não querer ouvir…estar…sentir.
Reserva-me apenas o direito de estar magoado…desiludido…não acreditar.
Reserva-me apenas o direito de querer esquecer.
Reserva-me apenas o direito de seguir o meu caminho sozinho…mesmo sendo injusto.
Mas uma injustiça com base na verdade…na resignação…no desistir de lutar.
Brinda-me o dia com um novo fôlego.
E é esse respirar que quero sentir todas as manhãs.
Os vidros cobrem-se de um nevoeiro fosco. Os carros choram…as árvores banham-se…o chão um lençol húmido de coisa nenhuma.
Acordo sozinho como em tantos outros dias do passado.
Apenas contigo no pensamento como companhia.
Tenho ideia que te afastas…lentamente.
A cada dia que passa…mais distante…tornando-te apenas conceito.
Um pedaço do meu passado…que confesso querer esquecer.
Não quero guardar nada.
Nem uma vã recordação.
O sorriso…que me roubava o chão…o olhar que me baralhava os sentidos…o odor que me transportava para outra dimensão…nada.
Quero esquecer o que um dia foi nosso.
O que um dia partilhamos numa cumplicidade quase utópica e impossível de atingir de novo.
Nada.
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E do nada tremo.
Invade-me uma estranha ansiedade…como se estes dias não tivessem existido.
E aterroriza-me o pensamento.
Temo que a Razão não se faça sentir…caindo de novo no canto da sereia…fazendo-me prisioneiro de novo.
Não sei. Como também não sei o que esperar de novo.
Mede cuidadosamente as palavras…pedindo perdão.
E nada tenho a perdoar. Nada.
O amor inclui a compreensão da vontade…do desejo…do trilho que queremos ou não seguir.
Reserva-me apenas o direito de não querer ouvir…estar…sentir.
Reserva-me apenas o direito de estar magoado…desiludido…não acreditar.
Reserva-me apenas o direito de querer esquecer.
Reserva-me apenas o direito de seguir o meu caminho sozinho…mesmo sendo injusto.
Mas uma injustiça com base na verdade…na resignação…no desistir de lutar.
Brinda-me o dia com um novo fôlego.
E é esse respirar que quero sentir todas as manhãs.
# 17 . nov . 1909 #
E mais uma folha do calendário.
Mais um pedaço de palavra que morre.
Em silêncio…contra a vontade…pareço alimentar ainda o sonho que voltarás.
Eu…a frio…acredito que não.
Eu…a frio…espero que não.
Dói demasiado o que fizeste.
Entristece-me…desilude-me.
Não mereces o que sinto…penso eu.
E a cada dia que passa…acredito que não.
Não mereces.
De mim…dei tudo. Tudo mesmo.
Mais não podia dar.
E entramos num círculo vicioso.
Depois de uma fase boa…culminada numa noite de magia…seguia-se o princípio da quietude.
Depois o silêncio…a indiferença.
E tudo terminava com o comum e vulgar “adeus”…até que a tua vontade te fizesse voltar atrás.
E eu…de braços abertos…recebia-te…sempre.
Hoje…pergunto-me, se de facto, gostar não é tudo.
Hoje…entendo que não.
Podia lutar por ti, agora. Podia.
Mas não quero…nem vou.
Por vários motivos.
Não quero sentir a obrigação duma conversa circunstancial.
Não quero sentir a mesma indiferença…a mesma raiva…o mesmo ódio no teu tom de voz.
Mas principalmente…não quero lutar por alguém que não acredita em mim…não acredita que existe Amanhã…e não tem coragem de assumir ao mundo o que quer.
E luto para te esquecer…confesso.
Todos os segundos do meu dia.
Quero voltar a ser livre e voar na minha loucura.
E esse dia vai chegar.,
Mais tarde…ou mais cedo.
__________________________________________
E assim termina mais um dia.
Em silêncio…as palavras mudas dilaceram o corpo cansado.
Os muros…as barreiras quietas…erguem-se.
A fronteira do Adeus é já ali.
E a despedida…envolta em nevoeiro…cala-se no eco.
Como uma ferida que deixa de se sentir.
Mais um pedaço de palavra que morre.
Em silêncio…contra a vontade…pareço alimentar ainda o sonho que voltarás.
Eu…a frio…acredito que não.
Eu…a frio…espero que não.
Dói demasiado o que fizeste.
Entristece-me…desilude-me.
Não mereces o que sinto…penso eu.
E a cada dia que passa…acredito que não.
Não mereces.
De mim…dei tudo. Tudo mesmo.
Mais não podia dar.
E entramos num círculo vicioso.
Depois de uma fase boa…culminada numa noite de magia…seguia-se o princípio da quietude.
Depois o silêncio…a indiferença.
E tudo terminava com o comum e vulgar “adeus”…até que a tua vontade te fizesse voltar atrás.
E eu…de braços abertos…recebia-te…sempre.
Hoje…pergunto-me, se de facto, gostar não é tudo.
Hoje…entendo que não.
Podia lutar por ti, agora. Podia.
Mas não quero…nem vou.
Por vários motivos.
Não quero sentir a obrigação duma conversa circunstancial.
Não quero sentir a mesma indiferença…a mesma raiva…o mesmo ódio no teu tom de voz.
Mas principalmente…não quero lutar por alguém que não acredita em mim…não acredita que existe Amanhã…e não tem coragem de assumir ao mundo o que quer.
E luto para te esquecer…confesso.
Todos os segundos do meu dia.
Quero voltar a ser livre e voar na minha loucura.
E esse dia vai chegar.,
Mais tarde…ou mais cedo.
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E assim termina mais um dia.
Em silêncio…as palavras mudas dilaceram o corpo cansado.
Os muros…as barreiras quietas…erguem-se.
A fronteira do Adeus é já ali.
E a despedida…envolta em nevoeiro…cala-se no eco.
Como uma ferida que deixa de se sentir.
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