E mais uma folha do calendário.
Mais um pedaço de palavra que morre.
Em silêncio…contra a vontade…pareço alimentar ainda o sonho que voltarás.
Eu…a frio…acredito que não.
Eu…a frio…espero que não.
Dói demasiado o que fizeste.
Entristece-me…desilude-me.
Não mereces o que sinto…penso eu.
E a cada dia que passa…acredito que não.
Não mereces.
De mim…dei tudo. Tudo mesmo.
Mais não podia dar.
E entramos num círculo vicioso.
Depois de uma fase boa…culminada numa noite de magia…seguia-se o princípio da quietude.
Depois o silêncio…a indiferença.
E tudo terminava com o comum e vulgar “adeus”…até que a tua vontade te fizesse voltar atrás.
E eu…de braços abertos…recebia-te…sempre.
Hoje…pergunto-me, se de facto, gostar não é tudo.
Hoje…entendo que não.
Podia lutar por ti, agora. Podia.
Mas não quero…nem vou.
Por vários motivos.
Não quero sentir a obrigação duma conversa circunstancial.
Não quero sentir a mesma indiferença…a mesma raiva…o mesmo ódio no teu tom de voz.
Mas principalmente…não quero lutar por alguém que não acredita em mim…não acredita que existe Amanhã…e não tem coragem de assumir ao mundo o que quer.
E luto para te esquecer…confesso.
Todos os segundos do meu dia.
Quero voltar a ser livre e voar na minha loucura.
E esse dia vai chegar.,
Mais tarde…ou mais cedo.
__________________________________________
E assim termina mais um dia.
Em silêncio…as palavras mudas dilaceram o corpo cansado.
Os muros…as barreiras quietas…erguem-se.
A fronteira do Adeus é já ali.
E a despedida…envolta em nevoeiro…cala-se no eco.
Como uma ferida que deixa de se sentir.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
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