quinta-feira, 15 de julho de 2010

# 23 . nov . 1909 #

Manhã fria esta…de novo.
E no entanto, tanta coisa mudou.
O caminho…parece ter ficado mais curto agora.
A meta parece estar já ali…quase ao dobrar da esquina.
Voltaste. Ainda que parcialmente.
Venceste um medo…e vieste aos meus braços.
Coloquei-te de novo no meu altar.
Ali…parada…onde te posso ver e brindar com um sorriso sempre que desejar.
E por estes dias…decidi mudar.
Ir para junto de ti…para cada vez mais perto…até ao dia em que o tecto será o mesmo para os dois.
Esperança. Finalmente uma palavra que parece crescer em mim. Sim.
Mesmo sentindo que um dia seriamos um só…hoje acredito nisso.
E não tenho porque não acreditar.
Em mim…repousas desde o dia em que te vi.
Tomaste conta do meu corpo…da minha mente…do meu dia…da minha vida.
Hoje não sei o sabor de não te ter quando acordo.
Estás…lá…sempre.
E quero-te muito.
Todos os dias para o resto da minha vida.
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Embora…tenha medo.
Muito. Desejo virar a minha vida de pernas para o ar.
Encurtar o caminho que me leva até ti. E ao mesmo tempo…com receio de que…mais uma vez…me ponhas fora da tua vida.
E de repente…sinto que…não vai ser possível.
Desta vez…ao dar este passo…vais decidir. Vais optar.
E mais uma vez…talvez em definitivo…não vou ser eu a escolha.
Se assim for…amanhã ou depois…saberei.
Desta vez não à volta.
Desta vez…desapareces mesmo.
Eu mesmo te expulso do meu corpo
E não voltarás a ouvir-me de novo

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