Tendo como principio básico que todas as experiências são únicas, didácticas e construtivas, isolá-las do seu contexto é errado.
As experiências são o fruto do nosso dia-a-dia, vítimas do nosso quotidiano, resultado das coisas mais importantes bem como das mais triviais, passagens que guardamos em forma de memorial.
De facto, a nossa evolução cognitiva conduz a um reforço da nossa estrutura empírica. Mas nem só de experiências positivas vive o nosso processo de aprendizagem.
Recorrendo à ancestral sabedoria popular, aprendemos mais com os nossos erros do que com aquilo que fazemos bem à primeira. A génese humana tem mais receptividade a lembrar aquilo que faz de mal…
Este enriquecimento empírico não é a mais do que o resultado das nossas acções do dia-a-dia. Solidifica a confiança, deixa transparecer uma segurança mental, perpetuando uma postura profissional e interpessoal. E sem darmos por isso, abrem-se portas.
O crescente equilíbrio entre o senso comum e o lado empírico cria-nos uma estranha sensação de liberdade. A estabilidade profissional pode estar ao virar da esquina, desde que mantenhamos um caminho eticamente correcto. Mas não só. Esta evolução natural promove, igualmente, um novo estatuto social, novas relações humanas, estimulando, o não menos importante, lado emocional.
E é inegável o peso que as emoções têm no nosso quotidiano. Turvam a nossa mente, desafiam fantasmas, receios, fobias às nossas próprias capacidades e expectativas. Nervosos, recuamos perante as adversidades, ficando à sombra do que eventualmente aconteceria se falhássemos. Por este caminho, somos dirigidos para o trabalho precário, insatisfeitos, de mal com o mundo. Passamos a viver ao lado da realidade, culpabilizando o vizinho pelo carro que não temos, a senhora que apanhamos na fila do supermercado pela multa que chegou pelo correio, as obras da estrada por termos chegado atrasado à reunião semanal com os amigos.
Acabamos abraçados à inveja, empobrecidos de espírito, derrotados em toda a linha.
Tornamo-nos vagabundos do nosso próprio corpo e, ausentes de vontade, por perder o que nos resta de dignidade. O lado emocional atrapalha-se, conduz-nos inevitavelmente ao fim da linha. A família desfaz-se, o trabalho desaparece e apenas nos resta o mundo onde desaguar as nossas frustrações.
Assim, todas as experiências são únicas, didácticas e construtivas. O que fazemos com elas marcam de forma inequívoca o nosso dia de Amanhã: ou nos torna vencedores ou derrotados pela nossa própria vontade.
Ou falta dela.
sábado, 29 de maio de 2010
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