Olá.
E perdi...ou talvez tenha querido perder.
Parto…hoje.
Sem hora de regresso ou talvez para nunca mais voltar.
Não sei o que sentir…agora.
É uma mistura de ódio, desilusão, desaventura, tristeza…solidão.
Reparo que sinto o corpo vazio. Acho que como sempre esteve.
Pergunto-me coisas para as quais não tenho respostas…ou porque não sei…ou porque não quero saber.
São lentos os dias. Arrastam-se as horas…e cada segundo uma eternidade efémera que nada diz.
E pergunto-me de novo.
E mais outra…e mais outra.
Recomeço de novo.
Sempre no mesmo ponto de partida. Nada. E as mãos vazias.
Faz-me falta o álcool.
As cores ganham vida…falam comigo.
A vida agita-se…ganha voz. Com ele falo…rio…desapareço nas palavras.
A noite chega mais depressa e o sono consome-me num sonho que nunca me lembro!
Às vezes desejo não acordar…e viver um sonho durante mil anos!
Outras…parece que sonho acordado.
E qual alegoria de Platão…acordar nessa realidade é atroz.
Mas fecho os olhos e caminho de mãos dadas com o destino.
Sem saber muito bem para onde…deixo-me levar.
Outras vezes, sento-me e espero.
Espero por algo que teima não chegar…ou teima não querer chegar.
E podia…de novo…fazer perguntas. Aqui mesmo…mas não.
Ficam apenas no silêncio do pensamento…oculto…escondido…na minha mente.
Basta. Chega.
Acabou o vaivém de coisa nenhuma.
Acabou o jogo de esconder que nada traz de novo.
E por muito que custe…agora…Amanhã custará sempre menos um pouco.
E todos os dias assim será.
Até que um dia deixes de existir.
Até que um dia partas definitivamente do meu corpo…da minha mente.
E com ela…uma tempestade de libertação me liberte deste cativeiro que um dia fizeste em mim.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
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