terça-feira, 11 de maio de 2010

# 04 . nov . 1909 #

E mais um dia de silêncio.
Sem razão aparente…calam-se as vozes.
Um surdo diálogo como resposta. Nada.
E não entendo. Sinto que não estás bem… que algo te atormenta.
Algo te consome.
Durante a ausência, o silêncio invade o espaço entre nós. Porquê?
Não entendo e sento-me de novo.
Ali…naquele canto do meu quotidiano.
Enquanto te espero, jogo este xadrez mental…alimentando coisas para fazer…como te surpreender…como te deixar cativa.
Penso em como te fazer livre…e voar nas asas da minha louca imaginação.
E o silêncio esconde-se pela noite…agora.
A voz que me sossega atrasa-se e adormeço sem vontade de sonhar.
Onde te escondes…riso que me faz renascer?
Por onde andas voz que me faz acordar todas as manhãs?
Sem ti…o dia nasce sem cor.
É um guião sem qualquer cena de uma longa curta-metragem.
Como te disse um dia…o que sinto…é como um perfume.
Sem ti…é inodoro.
Fala-me…conta-me coisas.
Ri para mim.
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E de repente…sinto que te afastas de novo.
Mais uma vez…parece que o nevoeiro ou uma névoa de poeira varre a tua vontade.
E uma vez mais…de volta ao quarto escuro…condenado por uma culpa de coisa nenhuma.
Resta-me a prisão por te fazer feliz…por pintar um sorriso a cores na tua face.
E desta vez…então…seja feita a tua vontade.
Desta vez…serei apenas a sombra nas ruas.

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