Mais um dia…mais uma página arrancada do calendário.
Inquieta-me a distância…a indiferença.
Compreendo as diferenças…mas a sensação de indiferença…consome-me.
Embora calmo…tranquilo…surpreendentemente tranquilo.
Quase como se nada disto estivesse a acontecer.
Como se nada disto…existisse de facto.
Corro riscos…dou de mim.
De retorno…nada sei.
Parece-me uma ligação unilateral.
Quase como um elo que teimo a não deixar quebrar.
E o tempo passa.
Com ele arrasta-se a vontade.
E sinto-me vazio…oco.
Ouço ao longe um eco de coisa nenhuma…que não sei onde começa…nem muito menos onde acaba.
Apenas sempre a mesma voz…num monólogo aparentemente infantil…que nada traz de novo.
Não tenho vontade de lutar mais…agora.
Talvez o meu estado febril me roube a pouca força que ainda me resta. Talvez.
Ou talvez seja mesmo o limiar da fronteira com o Adeus.
Canso-me de ouvir tanto…”não”.
Este negativismo constante rouba o brilho ao iluminado sentimento que julgo ainda sentir.
Mas cansa-me.
Como sempre…mãos vazias…e pautas sem notas.
Apenas frases soltas…aqui e ali…alimentando uma vã esperança faminta por acreditar.
E nada sei. E também nada diz.
Refugia-se não sei bem o quê…não sei bem aonde…não sei bem como.
E por aqui fico.
A ouvir o cântico da chuva…melancólico e monocórdico. Único.
Nenhuma gota cai duas vezes no mesmo lugar.
Quase como um sentimento que nunca cresce duas vezes da mesma forma.
Ou existe…ou pura e simplesmente desaparece.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
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